A eleição de Nicanor Duarte no Paraguai foi interpretada
nos EUA como mais uma derrota da estratégia para a América
Latina definida no chamado Consenso de Washington.
O
voto do povo paraguaio teve o significado de uma condenação
do neoliberalismo. O novo Presidente demonstrou no seu discurso de posse
estar consciente de que os eleitores se pronunciaram mais contra uma política
do que por ele como candidato.
É
a quinta derrota que num período breve a direita sofre no continente
em eleições presidenciais. No movimento de fluxo e refluxo
da historia, as forças progressistas avançam, as conservadoras
recuam.
A
eleição de Duarte ocorre, aliás, num momento em que
os EUA reforçam as pressões para impor a ALCA, cuja implantação
significaria a recolonização política, económica
e cultural da América Latina. A contradição entre
a vontade dos povos e o projecto de recolonizador é transparente.
A
situação criada justifica uma reflexão que apenas
se iniciou.
Ao
escolherem dirigentes que nas suas campanhas condenaram a ordem sócio-económica
existente e se comprometeram a realizar políticas que a modifiquem
profundamente, as grandes maiorias manifestaram pelo voto a convicção
de que isso será possível.
A
esperança marcou as campanhas dos candidatos na Venezuela, no Equador,
no Brasil, na Argentina e no Paraguai.
Entretanto,
o único denominador comum nos cinco casos encontramo-lo num discurso
político que tinha de comum a promessa de combater os efeitos do
neoliberalismo no respeito pelas instituições. As situações
existentes, os homens e as perspectivas diferem muitíssimo. Mas
Chavez como Lúcio, Lula, Kirchner, e agora Duarte persuadiram aqueles
que os elegeram e apoiam de que os seus governos estão em condições
de reformar a sociedade no âmbito da democracia representativa,
por meios constitucionais.
A
eleição desses cinco presidentes foi correctamente interpretada
em Washington como expressão do descontentamento profundo dos povos
da América Latina. Combater a ascensão das forças
de esquerda do Rio Bravo à Patagónia, impedir por todos
os meios que os programas progressistas dos novos chefes de Estado sejam
levados à prática passou a ser uma prioridade da estratégia
estadunidense para o Hemisfério.
A
sua aplicação exigirá imaginação e
flexibilidade. Mas é cedo para se proceder a um balanço
da resposta norte-americana ao avanço das esquerdas. Derrotas e
vitorias assinalam o desenvolvimento da contra-ofensiva dos EUA .
O
OPTIMISMO DE CHAVEZ
E A CAPITULAÇÃO DE LÚCIO
A
Venezuela bolivariana apresenta-se como o osso mais duro de roer para
o imperialismo.
O
golpe de Abril do ano passado foi derrotado, bem como o ambicioso lock
out que quase paralisou o país durante dois meses. Ambos foram
apoiados por Washington.
A
táctica do imperialismo e da oligarquia local é agora outra.
Sendo evidente que não podem contar com o apoio do corpo de oficiais
para uma nova intentona, as forças que exigem a demissão
de Chavez voltaram em massa às ruas para exigir o chamado referendo
revogatório.
Embora
não o confessem, o seu objectivo é criar o caos.
A
situação económica do país é grave.
Os medias locais, controlados pela direita, avaliam em 29% a queda do
PIB no primeiro semestre e afirmam que a taxa de desemprego se aproxima
dos 19%, enquanto a fuga clandestina de capitais para o estrangeiro prossegue.
Os
métodos a que as forças anti-Chavez recorrem para sabotar
a economia lembram os utilizados no Chile em 1973 pelos partidos que conspiravam
contra a Unidade Popular.
Hugo
Chavez, entretanto, radicalizou nos últimos meses a sua política.
A
condenação frontal da ALCA é acompanhada de iniciativas
concretas que apresentam como alternativa a integração da
América Latina num projecto bolivariano.
Na
Argentina, dirigindo-se às mães da Praça de Maio,
o Presidente da Venezuela, reconhecendo as enormes dificuldades a ultrapassar,
mostrou-se optimista. Talvez excessivamente.
A
«América Latina — afirmou — está em tempo
de parto». Com essa metáfora pretendeu valorizar o significado
da ascensão do movimento dos povos contra o neoliberalismo globalizado.
Mas
o respeito pela coragem e dignidade de Chavez não implica uma subestimação
dos desafios que se colocam no Continente às forças progressistas.
Cabe
perguntar qual será o resultado do parto.
A
análise do panorama político e económico dos países
onde as esquerdas alcançaram importantes vitórias exige
uma reflexão serena.
No
Equador, Lúcio Gutierrez, antes mesmo de tomar posse, iniciou uma
política de cedências aos EUA incompatível com os
compromissos assumidos durante a campanha.
Hoje,
do seu programa nada resta. O povo protesta nas ruas, colando ao presidente
o labéu de traidor.
Conheci
Lúcio em San Salvador, durante uma Conferencia Internacional, em
Julho de 2001. Pronunciou então discursos inflamados.
Atravessámos
uma madrugada trocando ideias sobre o mundo, a América Latina e
a vida. Recordou então as horas difíceis mas emocionantes
da insurreição indígena em que assumiu papel destacado.
Para
onde caminharia aquele homem, que se definia há dois anos como
um revolucionário? — interroguei-me.
A
resposta decepcionou o seu povo.
Hoje,
na Presidência, fala e actua como um dócil instrumento de
Washington. Identifica em Bush o melhor dos aliados, amplia as facilidades
concedidas às bases militares estadunidenses, faz a apologia da
ALCA, estabelece punições para funcionários que critiquem
a dolarização, afasta do governo os ministros que representavam
o movimento indígena, e define como terroristas as organizações
guerrilheiras da Colômbia.
Lúcio
Gutierrez, eleito para combater o neoliberalismo e levar adiante uma política
progressista, traiu os milhões de equatorianos que o levaram à
Presidência.
INCÓGNITAS
Nestas
semanas a esperança volta à Argentina e ao Paraguai.
Espera-se
muito de Nestor Kirchner e de Nicanor Duarte.
Talvez
demasiado, na tradição latino-americana de subordinar a
solução dos grandes problemas nacionais à acção
de lideres providenciais.
Com
frequência se esquece que a sobrestimação do papel
dos dirigentes políticos tem sido uma das causas de crises graves
e grandes decepções.
Tanto
Kirchner como Duarte chegaram á presidência com trajectórias
muito diferentes do equatoriano. Mas a história não é
construída por santos milagreiros. Aliás não é
a investidura na Presidência que transforma de repente num revolucionário
alguém que, antes, não o era.
É
um facto que os presidentes da Argentina e do Paraguai se apresentam com
mensagens que, por responderem a aspirações populares e
pelo radicalismo verbal que as marca, contribuem para inspirar confiança,
reforçando a sua base social de apoio.
Mas
em ambos o discurso de reformadores sociais, para produzir efeitos, exige
como complemento indispensável medidas económicas que o
traduzam na praxis.
Kirchner
fez a sua carreira como um peronista de esquerda moderada, mas dentro
do sistema. Manteve à frente da Economia Lavagna, um homem de confiança
de Duhalde e aceitou como vice um reaccionário com o qual, alias,
já entrou em choque. No diálogo com o imperialismo tem procurado
adoptar uma posição de defesa dos interesses nacionais.
Cabe
recordar que o discurso político progressista, por si só,
não abalará o poder da oligarquia portenha. Os homens mudam,
para melhor e para pior, mas seria ingénuo acreditar que o futuro
próximo da Argentina será muito influenciado pela oratória
do Presidente. Ele dependerá não das intenções
e promessas de Kirchner, mas da evolução de um processo
complexo e contraditório no qual os actos do seu governo serão
determinantes para abrir ou travar a participação do povo
como sujeito da história.
O
veemente discurso contra o neoliberalismo do novo presidente do Paraguai
também não antecipa o futuro. Para adquirir significado
concreto, Duarte terá de passar da condenação à
demonstração prática. Aí surgirão as
dificuldades.
Foi
uma surpresa positiva para milhões de latino americanos o discurso
progressista, quase desafiador do chefe de Estado paraguaio. Mas será
capaz de se manter-se nessa posição um político que
foi ministro dos dois últimos governos reaccionários do
seu pais?
Uma
certeza: o imperialismo tudo fará no seu relacionamento com os
presidentes da Argentina e do Paraguai para impedir que os seus governos
desenvolvam políticas que sejam a concretização possível
dos compromissos assumidos perante os respectivos povos.
O
balanço decepcionante do inicio do Governo de Lula constitui um
tema para reflexão. Poucas vezes na América Latina um presidente
recebeu as insígnias de Chefe de Estado numa atmosfera de entusiasmo
e confiança popular comparável.
No
amplo leque de forças políticas que apoiou a sua candidatura
existia a consciência de que o novo Presidente iria encontrar no
caminho enormes obstáculos. Mas a percepção dessa
realidade era compatível com a convicção de que,
apesar das pressões internas resultantes de uma coligação
muito heterogénea e da extrema dificuldade do diálogo com
o imperialismo, o governo Lula tinha condições para desenvolver
uma política muito diferente das tradicionais e iria levá-la
adiante. E isso não aconteceu.
Transcorridos
oito meses, apesar da participação no governo de partidos
e personalidades com um passado revolucionário, o povo brasileiro
assiste, com surpresa e crescente mal estar, à continuação
da política de Fernando Henrique Cardoso.
Em
postos chave do Estado, como o Ministério da Fazenda e o Banco
Central, permanecem — com a confiança de Lula e da direcção
do PT — António Palloci e Meirelles (este ex-presidente do
Bank of Boston). O chefe da Casa Civil, José Dirceu, dá
o seu pleno aval à aplicação rotineira de uma estratégia
económica neoliberal. Quanto ao presidente do Partido dos Trabalhadores,
José Genoíno, comporta-se como um bombeiro político,
tentando apagar focos de indignação com um discurso eticamente
indefensável. No campo da política externa, Lula tem, em
intervenções pessoais, acumulado alguns desacertos imperdoáveis,
desde as suas declarações em Davos sobre a possível
conciliação entre o capital e o trabalho, ao recente elogio
ao grande papel que a ONU estaria a desempenhar no Iraque, passando pela
aceitação do convite de Tony Blair para participar em Londres
num debate sobre a Terceira Via.
Os
factos demonstram que a evolução da conjuntura no Brasil,
contrariando a vaga esperança que a vitoria de Lula levantou, é
hoje acompanhada pelas forças progressistas com crescente e justificada
apreensão.
PERIGOS
E FRAGILIDADES
Parece-me
útil acrescentar algumas palavras sobre uma das questões
menos estudadas, mas nem por isso menos importantes, que pesam no rumo
e no desfecho das experiências que têm por cenário
a América Latina.
É
uma questão que coloca em causa os homens (e as mulheres) como
agentes da transformação das sociedades.
O
problema, aliás, é mundial e não apenas do Hemisfério.
Quem
se propõe mudar os sistemas económicos e sociais são
dirigentes com as fragilidades próprias da condição
humana. Muitos transformam-se ao longo da vida num sentido oposto à
ideologia que defendem.
No
século passado essas metamorfoses político-ideológicas
foram particularmente frequentes na esquerda. Não obedecem a um
modelo único.
Conheci
deputados italianos que apoiaram o processo de destruição
do PCI, afirmando-se sempre como comunistas, mesmo depois de a sua direcção
haver renegado o marxismo, aderindo à social democracia. Tinham
uma percepção confusa dos acontecimentos. Em França,
velhos militantes do PCF acompanharam a «mutação»
de Robert Hue apreensivos, mas acreditando que as coisas iriam mudar para
melhor no Partido.
Vitali
Vorotnikov, no seu livro Mi Verdad [1] recorda que muitos membros do Comité
Central do PCUS discordavam do rumo imprimido à Perestroika por
Gorbatchov, mas não reagiam. A tradição segundo a
qual os dirigentes têm sempre razão e trabalhavam para bem
do povo inibia-os de actuar. Permaneciam mudos, embora angustiados.
Na
América Latina, a rejeição do neoliberalismo e a
pressão do sentimento anti-imperialista permitiram as vitórias
eleitorais que, como já salientei, levaram à Presidência
dirigentes com programas progressistas, gerando uma vaga de esperança.
Independentemente
da personalidade e capacidade dos presidentes, produziu-se então
um fenómeno de grande complexidade.
Muitos
políticos, técnicos e quadros partidários que durante
anos actuaram com espírito militante, na fidelidade aos princípios
e valores que conferiam significado à sua luta, são afectados
quando os seus partidos ou organizações deixam de ser oposição
e se tornam parcela do poder político, assumindo responsabilidades
no Estado.
Se
o governo se desvia do programa inicial e envereda pelo caminho das concessões,
garantindo que assim procede por motivos tácticos e que na altura
própria retomará o seu projecto progressista — numerosos
quadros partidários enfrentam problemas de consciência. E
o seu comportamento não é uniforme. É um facto que
a maioria analisa e questiona uma orientação que choca as
bases. São muitos os matizes. Mas a tendência para aquilo
que é fatal para qualquer organização revolucionária
manifesta-se com frequência em quadros que passaram a desempenhar
funções no Estado. Quando começam a justificar projectos
e medidas injustificáveis do governo, incompatíveis com
a ideologia e a linha do seu partido, então, por vezes sem tomarem
consciência disso, iniciaram o caminho da renúncia ao ideário
revolucionário. Quando a evolução da história
os faz abrir os olhos, pode ser tarde para eles e o seu partido. Apoiar
a campanha de Lula para a Presidência foi uma opção
lúcida. Defender hoje a política do seu governo não
é uma atitude revolucionária.
OS
LIMITES DA VIA INSTITUCIONAL
Nos
últimos dois anos tentei sintetizar em diferentes artigos o meu
cepticismo quanto à possibilidade, no actual contexto histórico,
da transformação radical de sociedades do Terceiro Mundo
exclusivamente pela via institucional.
Significa
isso que as forças progressistas devam renunciar à luta
pelo Poder, através dos canais disponíveis, usando os mecanismos
eleitorais e outros criados pelas burguesias para melhor atingirem os
seus objectivos?
Não,
mil vezes não.
Mais
de uma vez critiquei as posições de intelectuais como o
subcomandante Marcos e Ignacio Ramonet que atribuem um papel subalterno
à luta pelo poder e pela conquista do Estado. Igualmente me distancio
das teses do escocês John Holloway, que considero desmobilizadoras
e neoanarquistas.
Estou
convicto, pelo contrário, de que as forças consequentes
da esquerda se devem bater em todas as frentes legais. A nível
nacional e local.
Foram
extremamente importantes as vitórias eleitorais alcançadas
nos últimos três anos. Elas demonstram que a política
do Consenso de Washington fracassou totalmente no Hemisfério. As
grandes derrotas infligidas às oligarquias apoiadas pelo imperialismo
traduziram uma importante alteração na relação
de forças.
Foi
correcto o apoio dos partidos e organizações de esquerda
aos candidatos vencedores.
No
caso específico da Venezuela o apoio a Chavez dessas forças
não é somente justificável, apresenta-se como um
dever revolucionário. O presidente da Venezuela cometeu muitos
erros ao longo destes três primeiros anos do seu mandato. Mas é
um acto de justiça reconhecer que, sobretudo desde o lock out,
tem enfrentado com muita firmeza e coragem a ofensiva permanente de uma
direita fanatizada que, com o apoio maciço do sistema mediático,
tenta derrubá-lo. O país mais ameaçado pelo imperialismo
– pela sua riqueza em petróleo – é na América
do Sul o único que ousa recusar sem rodeios a ALCA.
Chavez
merece respeito por se situar na fronteira do possível no seu diálogo
com o gigante do Norte. Não é o que acontece com o governo
Lula. Obviamente que o Brasil não é a Venezuela. Mas entre
reclamar o fim do FMI, como faz Chavez, e impor uma política monetária
como a de Lula, que recebe os elogios entusiásticos do FMI e de
Bush medeia uma distância enorme.
A
luta pela conquista de parcelas do poder no quadro institucional —
como a Presidência da Republica — deve ser permanente e ter
como objectivo último abalar os alicerces do sistema capitalista,
criar-lhe dificuldades, ampliando a participação das forças
populares através de medidas que atendam a aspirações
inquestionáveis — e nunca desenvolver políticas ambíguas
que fortalecem o sistema de exploração.
O
cepticismo perante a via institucional como instrumento decisivo para
a transformação da sociedade não implica a conclusão
de que a alternativa seria a luta armada.
Colocar
a questão nesses termos é uma atitude simplista.
O
mundo atravessa uma crise de civilização sem precedente.
A irracionalidade da estratégia do sistema de poder imperial dos
EUA, de contornos neofascistas, ameaça a própria sobrevivência
da humanidade.
A
resposta aos males da globalização capitalista terá
de ser também, por isso mesmo, também global [2] .
É
nessa perspectiva que, na minha opinião, devemos encarar o problema
das lutas pelo Poder na América Latina. A resistência dos
povos do Iraque e do Afeganistão aos ocupantes estrangeiros, tal
como o combate contra o sionismo neonazi do Estado de Israel são
inseparáveis da grande maré popular que na América
Latina levou à Presidência Chavez e Lula.
A
via institucional, por si só, não atingirá as metas
transformadoras que se propõe. Mas pode e deve cumprir uma função
importantíssima — sem miragens esquerdistas nem concessões
à direita — se for orientada no sentido de abalar as bases
do sistema.
A
mudança da relação de forças em curso na América
Latina não se manifesta, aliás, somente em êxitos
eleitorais. Kirchner não estaria hoje na Casa Rosada sem a repulsa
provocada pelas políticas de Menem e De La Rua, que mobilizaram
as massas contra a engrenagem exploradora. No Peru, na Bolívia,
no Uruguai o povo enfrenta com coragem governos tutelados por Washington.
No Chile o êxito da greve geral anuncia uma intensificação
das lutas sociais naquele país. Em El Salvador, a FMLN, o partido
nascido de uma frente guerrilheira, tem fortes possibilidades de levar
à Presidência, em Março de 2004, Shafick Handal, uma
figura legendaria das esquerdas latino americanas.
Cuba
resiste há 44 anos a todos os esforços do Imperialismo para
destruir a sua Revolução.
E
na Colômbia, uma guerrilha heróica, transformada em Exército
do Povo, faz a demonstração convincente de que a luta armada,
em determinadas circunstancias e lugares, não somente continua
a ser possível — o Iraque e o Afeganistão reactualizam
essa evidencia — como pode representar um desafio para o qual o
imperialismo não tem solução.
Conclusão:
as formas de luta e as vias para a conquista do poder político
e a transformação da sociedade não devem ser encaradas
como modelos excludentes, nem como receitas mágicas.
Neste
ano dramático, a globalização das lutas contra o
imperialismo toma forma como imperativo da história. E ela desmente
os profetas da direita. A era das grandes revoluções não
findou. Elas esboçam-se num futuro nevoento, sem datas.
Havana, 23 de Agosto de 2003
____________
NOTAS
[1] Vitali Vorotnikov, Mi Verdad, 487 pgs, Ed. Abril, La Habana, 1995.
Vorotnikov foi presidente do Conselho de Ministros da Federação
Russa e membro do Politburo durante a Perestroika .
[2]
Esta posição é aprofundada numa comunicação
que apresentarei em Santiago no Seminário Internacional que ali
se realizará integrado nos actos ligados ao 30º aniversário
do golpe de 11 de Setembro de 73.
Este
artigo encontra-se em http://resistir.info
.